| O
Que Fazemos |
Comunidades Catalisadoras - ComCat
- está criando um mundo onde soluções
geradas por comunidades estão acessíveis por
um só clique do mouse. Qualquer pessoa, de qualquer
lugar do mundo que esteja confrontando um problema local,
pode encontrar a inspiração e ferramentas
que precisa para implementar a solução, aprendendo
com seus companheiros.
A ComCat usa tecnologia que permite a grupos
comunitários de base aprender com o sucesso uns dos
outros. Quando organizações comunitárias
enfrentam problemas locais, seus trabalhos se tornariam
mais fáceis se conhecessem experiências bem
sucedidas em comunidades semelhantes em outros cantos do
mundo. A ComCat percebe que pessoas solucionam crises em
suas comunidades todo dia, e que a Internet é a ferramenta
perfeita para replicar estes sucessos. Nós colecionamos
e publicamos exemplos em nosso Banco de Soluções
Comunitárias. Essas histórias da vida real
correspondem a uma grande variedade de assuntos, de prevenção
de HIV ao crescimento econômico, cuidados com crianças
e idosos, e muito mais. O Banco de Soluções
Comunitárias contém mais de 175 projetos,
inspirando pessoas a fazer uma diferença no mundo
todo.
Desde
2000...
...A ComCat tem construído um moderno e dinâmico
website para expor soluções
comunitárias do mundo todo em detalhes e com formatos
de navegação e de busca fáceis de usar.
Mais de 20.000 pessoas visitam nosso site cada mês.
...A ComCat tem documentado em detalhe mais de 175 projetos
comunitários de 18 paises e traduzido para 3 línguas,
disponibilizando essas informações em nosso
Banco de Soluções Comunitárias.
...A ComCat desenvolveu uma ferramenta pé-no-chão:
nossa Casa, telecentro no Centro do Rio
de Janeiro, que foi uma central para mais de 1000 lideranças
de mais de 250 comunidades locais que se encontravam para
trocar soluções, idéias, contatos,
recursos, conhecimento, e muito mais, durante 5 anos.
...A ComCat está, indiretamente, alcançando
mais de 40.000 indivíduos através das redes
de lideranças que apoiamos, atraindo visibilidade
para suas iniciativas, ajudando-os a se articularem e facilitando
a troca de informações entre eles e pessoas
distantes.
Missão:
Comunidades Catalisadoras
(ComCat) é uma organizão não-governamental
(ONG) sem fins lucrativos fundada em 2000. Nossa missão
é inspirar e fortalecer uma rede global de comunidades
gerando e trocando soluções.
Público-alvo: Nosso público-alvo
é formado principalmente por comunidades de baixa
renda ao redor do mundo, particularmente, em países
em desenvolvimento, visando às soluções
para questões tais como: água e saúde
ambiental; infra-estrutura; preservação cultural;
trabalho e meio de vida; educação e capacitação;
organização comunitária; saúde
e segurança e comunicação. Embora nosso
foco esteja em todas estas questões, o conteúdo
e uso de nossos recursos on-line são determinados
pelas comunidades servidas. Os problemas que elas enfrentam
e os recursos que elas necessitam são nossos guias
para a determinação do foco do nosso trabalho.
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| Contexto
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Entrevista com Theresa
Williamson (outubro 2006)
(entrevista
para artigo publicado na Revista do Terceiro Setor no dia
13/10/2006)
P: Como tem evoluído
a atuação da ComCat desde sua criação
em 2000? Que resultados e experiências você
destacaria?
R: A Comunidades Catalisadoras (ComCat)
começou à partir da observação
que existem muitas coisas positivas acontecendo dentro de
nossas comunidades. São projetos e ações
pequenas -- às vezes um morador trabalhando para
atender as necessidades de um pequeno número de vizinhos
-- mas elas, juntas, tem um grande potencial. Em 2000 eu
começei minha pesquisa de doutorado em planejamento
urbano visitando algumas favelas cariocas. Fui criada no
exterior e essa foi minha primeira oportunidade a conhecer
de perto as comunidades do Rio. Nelas eu encontrei projetos
comunitários atendendo várias demandas --
esgoto comunitário, arte com jovens, projetos de
alfabetização, creche... Mas eu percebi uma
falta de troca entre elas. Eu visitava uma comunidade, como
Asa Branca em Jacarepaguá, onde existia uma iniciativa
de esgoto comunitário, mas cujos líderes estavam
preocupados com jovens ociosos sem o que fazer depois da
escola. Logo depois visitava o Jacarezinho, na Zona Norte,
onde havia uma iniciativa de arte com jovens, mas esgoto
ao céu aberto. Eu perguntava para os gestores destes
projetos, Bezerra e Henrique Monteiro, neste caso, se conheciam
um ao outro. O que descobri é que é muito
dificil as lideranças de tais projetos terem o tempo
e recursos disponíveis para divulgar seus esforços
até as vezes na própria comunidade, muito
menos para o mundo afora. Não existia uma forma para
divulgar seus projetos, e também não para
trocar experiências. São poucas as redes de
gestores comunitários, e elas não se encontravam
com tanta facilidade. Pois não havia um espaço
central ou uma estrutura própria para isso. Era feito,
como tudo, de modo informal..
A princípio a proposta da ComCat
era criar um espaço virtual -- um site na Internet
-- www.comcat.org, onde
gestores comunitários pudessem documentar e trocar
suas experiências bem sucedidas dentro de suas comunidades.
Começamos em 2000 com um site muito simples na Internet,
que depois foi desenvolvido com nosso primeiro apoio financeiro
em 2002, para criar o Banco
de Soluções Comunitárias (BSC),
ferramenta principal do site da ComCat. Aqui, gestores de
qualquer comunidade -- tanto no Rio de Janeiro quanto no
Brasil e no mundo -- podem documentar, em alto detalhe,
suas iniciativas locais. A ComCat não avalia os projetos
no BSC. Nós estamos aproveitando a ferramenta que
é a Internet exatamente para criar um espaço
aberto para trocas. Deixamos isso bem claro em nosso site,
que qualquer pessoa, sentindo que esta desenvolvendo uma
solução comuintária, pode documentá-la.
A gente só tira em casos onde o projeto não
é verdadeiramente comunitário, ou é
questionável eticamente, algo que ainda não
aconteceu. Hoje temos 128 projetos de 9 países em
nosso banco. Estes projetos são traduzidos entre
português, inglês e espanhol através
de uma rede de tradutores voluntários. São
83% destes projetos do Rio de Janeiro, mas também
temos projetos em Porto Alegre e Salvador detalhados no
BSC. Os projetos do exterior incluem iniciativas no Sudão,
Togo, Nigéria, Israel, India, Macedonia, Estados
Unidos, e Canadá. Estamos agora procurando ampliar
o BSC pela America Latina e aumentar nossos esforços
para divulgar este trabalho na África. Para isso,
acabamos de inaugurar um novo visual bem mais profissional
e amigável do nosso site em inglês,
algo que estará pronto em português
e espanhol até
o final de outubro.
A proposta da ComCat ampliou em 2003 quando
tivemos condição de fazer uma experiência
em resposta à uma necessidade que percebemos vindo
dos gestores comunitários com os quais estavamos
já trabalhando na época. Os gestores do Rio
viviam nos comunicando uma grande queixa, que era a falta
de um espaço comum para eles trocarem experiências
ao vivo e a cores. Muitos também não tinham
acesso à Internet para usarem nem o site da ComCat,
nem outras ferramentas necessárias para ampliar e
fortalecer os seus projetos. Cada vez mais se ouvia de propostas
para financiamento sendo consideradas somente online, necessidade
de divulgação de eventos que só poderia
ser feita em massa por email, etc. Estes gestores comunicavam
para nós uma frustração inerente na
exclusão digital. Muitos gestores já eram
maior de idade e não tinham facilidade para usar
computadores, algo que têm os jovens que são
os principais frequentadores dos telecentros que existiam
em 70 e poucas comunidades cariocas na época.
Com isso, resolvemos fazer uma experiência
e abrir um espaço físico no Centro do Rio
de Janeiro, para facilitar a troca entre gestores comunitários.
Em fevereiro de 2003 abrimos a Casa
do Gestor Catalisador, numa casa histórica no
Largo São Francisco da Prainha perto da Praça
Mauá no Rio. A Casa dispõe uma sala de informática
com 7 computadores e banda larga, uma sala para oficinas
multimídia, e uma salinha para reuniões informais.
Aproveitamos o espaço para divulgar sempre um artista
ou artesão comunitário nas paredes da chamada
Galeria ComCat, inaugurando as exposições
junto com o ensaio mensal do blobo carnavalesco Escravos
da Mauá, que ensaia neste largo.
P: Como tem sido a experiência
da Casa do Gestor Catalisador?
R: No início, vimos a Casa
como uma experiência para ser testada. Só que
logo este espaço transformou a ComCat, pois mostrou-se
necessário como uma ferramenta dentro da nossa missão
de "inspirar e fortalecer uma rede global de comunidades
gerando e trocando soluções". Na Casa,
durante estes anos, gestores e outros colaborades têm
apresentado oficinas de informática, inglês,
francês, reaproveitamento de lixo, rádio comunitária,
Oficina da Palavra, tapeçaria, bijuteria, e muitas
outras. Gestores têm aproveitado às máquinas
para escrever prospostas e conseguir apoio financeiro para
seus projetos, divulgar em massa suas iniciativas, enviar
demandas para seus governantes, preparar material gráfico
para suas campanhas, e mais. Agora, o que tem sido mais
importante na Casa é o espaço como veículo
de troca, pois inúmeras parcerias comunitárias
têm surgido através do espaço. Temos
a maior dificuldade de dar conta de todas elas.
Em 3,5 anos de operação, a
Casa já atendeu cerca de 1000 lideranças comunitárias
e mais de 300 outros visitantes, de mais de 150 bairros
cariocas, 7 municípios no Estado do Rio, 19 estados
no Brasil, e 19 nações. Isso tudo através
da divulgação boca à boca entre gestores
comunitários e outros representantes de movimentos
sociais. Pois, desde inaugurar a Casa, a ComCat tem tido
tanta demanda no espaço que tem sido difícil
arranjar o tempo para sair em campanhas para formalmente
divulgar o espaço. Agora nos encontramos numa situação
limite -- não temos mais como crescer neste espaço,
que é relativamente pequeno. Estamos desde o final
de 2005 procurando um espaço maior para comprar,
com a ajuda de empresas parceiras (que também estamos
buscando), no Centro do Rio. Precisamos um espaço
maior onde podemos realizar oficinas permanentes de rádio
comunitária e edição de filmes comunitários,
mais oficinas temporárias, debates com um público
maior (atualmente o limite do espaço é até
25 pessoas), e uma oficina de agricultura urbana em parceria
com a ONU. Uma opção sendo analisada é
de comprar um prédio junto com o CEDAPS
para estimular atividades conjuntas. Para tudo isso iremos
buscar parcerias com empresas e outras entidades da sociedade
civil.
Interesse na parte da Rede
Omidyar de empreendedores sociais, espalhados pelo mundo,
e de vários outros grupos, inclusive em Porto Alegre,
Recife e Salvador, em aproveitar a experiência da
Casa para abrir espaços semelhantes em outras cidades,
tem estimulado a ComCat a detalhar a metodologia da Casa
no nosso site, estimulando outros para "Criar uma Casa
Irmã." Pois a ComCat não tem em sua filosofia
a intensão de expandir através da criação
por nós de espaços no mundo todo. Acreditamos
que se nossa ação estiver realmente funcionando,
que outros irão naturalmente nos procurar para multiplicar
nossos esforços. Preferimos trabalhar com parceiros,
cada um desenvolvendo um espaço semelhante, pertinente
especificamente a cada realidade local.
P: Como é o trabalho com outros
países? Através de voluntários?
R: Até então, nosso
trabalho com outros países tem sido que nem o trabalho
da Casa: boca a boca. Temos uma equipe pequena, de 7, e
um orçamento limitado, de aproximadamente R$200.000.
Com isso mantemos a Casa funcionando 5 dias por semana,
de 10 às 18h, e um site recebendo por volta de 20.000
visitantes por mês, em 3 linguas. Durante nossos 6
anos de existência, temos desenvolvido, aos poucos,
nossos dois programas (o site e a Casa), com a orientação
dos usuários de ambos, para que os dois chegam no
momento certo para uma divulgação em massa.
Sentimos que estamos chegando neste ponto agora.
Os projetos comunitários de 8 países
além do Brasil, documentados no Banco
de Soluções Comunitárias, todos
vieram através da nossa rede que naturalmente se
expande com convites para participar de congressos internacionais,
menção na imprensa, redes em que atuamos (como
a Omidyar.net). Nestes eventos conhecemos entidades que
atuam em outras regiões e começam divulgar
nosso trabalho para os gestores locais. Com isso, gestores
entram em contato conosco para incluirmos suas iniciativas
no nosso site e depois de perceberem a utilidade nisso,
divulgam o site para outros. Hoje mesmo recebi um email
de mais um projeto no Sudão, conhecido de outro,
que quer incluir sua iniciativa de dança tradicional
e preservação cultural. Cada ano que passa,
novas regiões ganham acesso à Internet, e
com isso, o potencial de atingirmos nossa missão
global, também fica mais provável.
Dependemos em voluntários mais para
a tradução dos projetos no BSC. No momento
nosso site existe em português, espanhol e inglês.
Para isso, contamos com um grupo de 5-10 tradutores voluntários
em cada momento, que traduzem estes projetos. Estamos sempre
procurando novos voluntários. Temos tido muitos voluntários
através do Idealist.org, site de busca por voluntários
no terceiro setor mundial, e também através
de simples buscas como Google e um site de empregos na Argentina.
Mais recente, este mês, fizemos uma parceria com uma
empresa de tradução global, Bureau Translations,
baseada em São Paulo que irá começar
traduzindo 5000 palavras por mês entre qualquer uma
das 20 linguas em que eles trabalham atualmente. Iremos
divulgar eles através do site da ComCat, e com cada
nova visita adquirida por eles, iremos receber mais palavras
de tradução. A gente se sente bem fazendo
parcerias com empresas com uma filosofia realmente baseada
em sustentabilidade e preocupação social como
essa, e eles estão oferecendo mais uma avenida para
ampliar o alcance da ComCat.
P: Qual a importância de um espaço
como esse, tanto o físico como o virtual, para o
fortalecimento de soluções comunitárias
para problemas locais?
R: Iniciativas sociais, sejam elas
do governo ou da sociedade civil, tendem a se organizar
em torno de tópicos ou regiões geográficas.
São poucas as organizações estabelecidas
com a intenção de criar e ampliar redes, laços
e trocas entre essas instituições. Iniciativas
de criação de rede muitas vezes são
complexas de explicar para pessoas acostumadas com instituições
mais tradicionais. São difíceis de avaliar
com ferramentas tradicionais; pois poucas vezes realmente
temos como saber qual é seu alcance. E as redes são
projetos de "prevenção" e não
de "tratamento" de problemas sociais, algo menos
apoiado em momentos emergenciais. Por todos estes motivos,
e outros, é difícil captar recursos e tornar
sustentável um trabalho de criação
de redes, algo que limita a criação de iniciativas
como essa.
Além de tudo isso, as poucas instituições
que existem deste tipo tendem a desenvolver redes entre
projetos sociais de grande escala, diferente do nosso fóco
em projetos comunitários de base, muitos sem acesso
a Internet, o que torna nosso trabalho mais desafiador ainda.
Na ComCat, nós acreditamos que as
soluções e capacidade de transformar a sociedade
existem entre os atores sociais de base e movimentos parceiros.
O que falta é a articulação, troca,
e divulgação de tais iniciativas. O site da
ComCat já foi usado, por exemplo, por diversos orgãos
da imprensa, do
VivaFavela a TV Globo, para identificar iniciativas
de base para servirem como base para matéria. O que
há de bom nas favelas do Rio? Muita coisa! É
só visitar nosso site e mergulhar no Banco
de Soluções Comunitárias.
Nossos dois espaços -- virtual e
físico -- são uma janela nas ricas experiências
comunitárias que existem, que são pouco apoiadas,
que são pouco reconhecidas, tanto no Rio de Janeiro
quanto no Brasil e no resto do mundo. Trazer visibilidade
para essas iniciativas, que são a base real da transformação
social, é o papel do nosso site. A Casa facilita
a troca entre eles.
Estamos agora no momento mais entusiasmador
da nossa história. Em setembro este esforço
todo foi reconhecido pelo Tech Museum for Innovation em
San José, California. A ComCat foi selecionada como
uma de 25 iniciativas "aplicando a tecnologia para
beneficiar a humanidade", vencedoras dos "Tech
Awards 2006". Este ano, foram 951 iniciativas nomeadas.
A ComCat foi selecionada uma das 5 vencedoras na categoria
de "Igualdade." Em novembro estaremos presentes
em San José para receber o prêmio. Este reconhecimento
tem trazido um novo gás à nossa missão
de criar uma verdadeira rede global de soluções
comunitárias.
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- A
convicção de que todo ser humano traz
conhecimento e sabedoria para compartilhar;
- Consciência de que o fortalecimento
é mais eficaz através de um intercâmbio
horizontal;
- Consciência de que recursos
financeiros, relativamente limitados, são necessários
para realizar mudanças sociais duradouras reais.
No entanto, o mais necessário é solidariedade
e o desenvolvimento de redes entre comunidades, atravessando
fronteiras previamente existentes;
- Conhecimento inspirado pelo contato
constante com as comunidades que servimos;
- Dedicação à
igualdade e o aprendizado mútuo em potencial;
- Compromisso com práticas de
longo prazo, de um modelo reflexivo e horizontal de
administração de ONG, para que esta
mantenha sua coerência entre meios e fins.
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| Propósito e História |
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Comunidades Catalisadoras (ComCat)
foi fundada em 2000 a partir da observação
e reconhecimento de que em algum lugar do mundo existe
uma solução comunitária sob medida
para qualquer desafio social ou ambiental: de HIV à
contaminação de água, de habitação
à preservação cultural, de desemprego
à falta de mobilização política.
Infelizmente, tais soluções locais, individualizadas,
existentes nas comunidades ao nosso redor têm
sido historicamente isoladas e menosprezadas. Existe
uma tendência geral em acreditar que soluções
locais não são freqüentes e as que
existem são fracas. Em outras palavras, soluções
de porte comunitário muitas vezes são
colocadas em segundo lugar. As pessoas comuns que as
elaboram, tais como: mães, consumidores, vizinhos
responsáveis, cidadãos normais; são
vistas como boas pessoas. Mas à solução
real, a nós é ensinado a pensar, deve
vir de cima.
O ponto de vista da
Comunidades Catalisadoras é muito diferente.
Com o advento da Internet, soluções geradas
pela comunidade não precisam estar isoladas.
Elas podem ser compartilhadas facilmente e a baixos
custos, atravessando fronteiras e idiomas. A ComCat
trabalha para construir ferramentas on-line e bancos
de dados que tornam possível encontrar e aprender
com tais abordagens. Em particular, através de
nosso Banco de Soluções Comunitárias
(BSC), cidadãos responsáveis com acesso
à Internet podem encontrar informações
de qualquer lugar do globo, sobre como comunidades semelhantes
conseguiram lidar com os mesmos problemas que as preocupam.
Ao desenvolver o BSC e observar o uso e potencial desse
espaço, à medida que soluções
comunitáras nos são trazidas, a ComCat
está descobrindo uma fonte ainda não canalizada
de mobilização e mudanças positivas
no mundo atual. Estamos descobrindo que existe basicamente
um número ilimitado de soluções
geradas pela comunidade, qualquer desafio social. E
à medida que comunidades interagem para solucionar
problemas em comum, a sociedade é fortalecida
de um modo tal, que soluções provenientes
de cima para baixo ou de fora para dentro são
incapazes. Moradores se tornam cidadãos ativos,
a auto-estima é elevada, os cidadãos encontram
significado e propósito para suas vidas, a confiança
é conquistada, as pessoas se sentem fortalecidas
sabendo que elas podem fazer a diferença em suas
próprias vidas. Nenhum programa em grande escala,
governamental ou não, pode fazer mudanças
desta forma.
Com esta motivação
original, Comunidades Catalisadoras nasceu no fim de
2000, focando-se em (1) criar seu Website inicial de
intercâmbio de soluções comunitárias
e em (2) construir uma base de apoio entre comunidades
em uma cidade que poderia servir para testar e pilotar
seu Website. O Rio de Janeiro provou ser um perfeito
espaço de pilotagem: uma cidade com imensas desigualdades
que tem criado vários programas comunitários
em várias áreas desde violência
a saneamento básico, uma região de 11
milhões com mais de 750 favelas; uma cidade atraente
a visitantes internacionais, pessoas à procura
de emprego e voluntários; uma cultura aberta
que permite uma rápida adoção do
site da ComCat e o feedback de gestores comunitários.
Ao longo de um período
de 3 anos, entre Outubro de 2000 e Dezembro de 2003,
a ComCat evoluiu de uma idéia para uma organização
viável e eficaz, uma referência entre líderes
comunitários na cidade e na região. Graças
a este foco inicial, em uma dimensão local, a
ComCat desenvolveu o seu modelo de maneira vital. E
principalmente, tornou-se claro que uma organização
puramente sediada na Web, naquela época, não
seria suficiente para formar uma verdadeira comunidade
e para que o intercâmbio de informações
ocorresse, pelo menos não durante os próximos
anos, enquanto o acesso à Internet for limitado
em áreas de baixa-renda. Devido a esta razão,
em novembro de 2002, a ComCat alugou um espaço
no Centro do Rio, um espaço comunitário
para líderes se encontrarem e acessarem a Internet
diretamente para documentarem seus programas comunitários
e utilizarem o site da ComCat. Este centro comunitário
de tecnologia (CCT), a Casa do Gestor
Catalisador (Casa), uniu-se ao BSC
da ComCat como uma peça chave do modelo que construímos
para apoiar comunidades ao redor do mundo no compartilhamento
e fortalecimento suas inovações locais.
A Casa foi administrada pela ComCat durante 5 anos,
encerrando suas atividades em fevereiro de 2008 depois
de avaliarmos que a penetração da Internet
já garantia o acesso à uma grande porcentagem
da população de lideranças, e dado
o nível de conforto que os gestores têm,
hoje, com comunidades virtuais como o Orkut. Agora estamos
focando todas nossas atenções de volta
no site, criando novas ferramentas fundamentais para
o desenvolvimento comunitário. Saiba mais em
breve!
Para compreender em
detalhe o desenvolvimento da ComCat durante o seu período
de implementação, acesse a dissertação
da Diretora Executiva, Theresa Williamson; Catalytic
Communities: The Birth of a Dot Org; (Comunidades Catalisadoras:
O nascimento de uma Ponto Org) clicando
aqui.
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| Nossas Atividades |
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No ciberespaço, podemos ser encontrados
no endereço www.comcat.org
em português, www.catcomm.org
em inglês, e www.comcatz.org
em espanhol.
Banco
de Soluções Comunitárias (BSC)
Inovações
de porte comunitário são documentadas
on-line, diretamente para o Banco de Soluções
Comunitárias (BSC), de 18
países. Elas são traduzidas por uma
rede internacional de tradutores voluntários.
Uma vez em nosso BSC, as comunidades podem aprender
com a experiência de seus companheiros em outros
lugares do globo. Ao invés de re-inventar a roda;
quando novos desafios surgem, grupos comunitários
consultam o BSC em busca de projetos elaborados por
seus companheiros que os ajudam a refletir sobre como
proceder. Comunidades Catalisadores utiliza o poder
da Internet para capacitar iniciativas comunitárias,
para informar uns aos outros através do processo
da formação de uma inteligência
comunitária coletiva.
Casa
do Gestor Catalisador
Em fevereiro de 2008
fechamos nossa "Casa do Gestor Catalisador"
(Casa) no Largo São Francisco
da Prainha. Essa Casa ficava na área histórica
portuária do Rio de Janeiro, em um bairro de
classe trabalhadora com ligações comunitárias
muito fortes, pouca violência e crime. O centro
de iniciativas de preservação histórica
e cultural, o Morro da Conceição, onde
a Casa foi localizada, representava um oásis
onde pessoas de todas classes sociais e de todas as
regiões da cidade se encontravam com facilidade,
sem tensões. A Casa foilocalizada no centro das
rotas de transporte público de todos os pontos
da região metropolitana da cidade.
Neste centro que possuia
7 computadores com acesso de alta velocidade à
Internet; duas salas de reunião, incluindo espaço
para oficinas multimídia, e a Galeria ComCat
de arte comunitária, recebemos mais de 1400 visitantes
em 5 anos, sendo mais de 1000 lideranças locais
gerenciando projetos desde cozinhas de sopa e berçários
até educação ambiental através
de rádio comunitária. O restante incluiu
estudantes universitários e professores, jornalistas,
representantes de fundações, diretores
de ONGs, e outros, de Moçambique, Israel, Palestina,
EUA, Cuba, França, Inglaterra, Argentina, Índia,
Peru, Nova Zelândia, Canadá, Panamá,
Itália e Uruguai. Na Casa, eles participavam
de várias atividades: capacitação
e oficinas informativas oferecidas por organizadores
comunitários, jornalistas, ONGs e outros voluntários;
documentação de seus programas comunitários
no BSC da ComCat e divulgação dos eventos
comunitários no Mural on-line da ComCat; preparação
de propostas de financiamento e pesquisa sobre oportunidades
de financiamento para programas comunitários
on-line; debates e discussões informais com outros
gestores, utilizando o espaço e intercâmbios
que surgiam de tais encontros e muito mais.
Para saber mais sobre
a história do espaço e porque foi fechado
visite a página da Casa aqui.
Outras Ferramentas
da ComCat on-line :
Capacite-se:
Encontre várias ferramentas que contribuirão
para o fortalecimento e aperfeiçoamento do seu
projeto comunitário.
Mural
da ComCat: Publica desde convites divulgando
eventos de interesse comunitário, até
convocações para apresentação
de projetos por fontes de financiamento, o Mural da
ComCat facilita o acesso direto a informações
pontuais de importância
Links:
Organizamos sistematicamente uma ampla lista de links
para ONGs, fundações, fontes de notícias,
e muito mais. Utilize como ponto de partida para suas
investigações na Internet!
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