CatComm
O Que Fazemos Entrevista com a Fundadora Valores Propósito e História Nossas Atividades
O Que Fazemos

Comunidades Catalisadoras - ComCat - está criando um mundo onde soluções geradas por comunidades estão acessíveis por um só clique do mouse. Qualquer pessoa, de qualquer lugar do mundo que esteja confrontando um problema local, pode encontrar a inspiração e ferramentas que precisa para implementar a solução, aprendendo com seus companheiros.

A ComCat usa tecnologia que permite a grupos comunitários de base aprender com o sucesso uns dos outros. Quando organizações comunitárias enfrentam problemas locais, seus trabalhos se tornariam mais fáceis se conhecessem experiências bem sucedidas em comunidades semelhantes em outros cantos do mundo. A ComCat percebe que pessoas solucionam crises em suas comunidades todo dia, e que a Internet é a ferramenta perfeita para replicar estes sucessos. Nós colecionamos e publicamos exemplos em nosso Banco de Soluções Comunitárias. Essas histórias da vida real correspondem a uma grande variedade de assuntos, de prevenção de HIV ao crescimento econômico, cuidados com crianças e idosos, e muito mais. O Banco de Soluções Comunitárias contém mais de 175 projetos, inspirando pessoas a fazer uma diferença no mundo todo.

Desde 2000...
...A ComCat tem construído um moderno e dinâmico website para expor soluções comunitárias do mundo todo em detalhes e com formatos de navegação e de busca fáceis de usar. Mais de 20.000 pessoas visitam nosso site cada mês.
...A ComCat tem documentado em detalhe mais de 175 projetos comunitários de 18 paises e traduzido para 3 línguas, disponibilizando essas informações em nosso Banco de Soluções Comunitárias.
...A ComCat desenvolveu uma ferramenta pé-no-chão: nossa Casa, telecentro no Centro do Rio de Janeiro, que foi uma central para mais de 1000 lideranças de mais de 250 comunidades locais que se encontravam para trocar soluções, idéias, contatos, recursos, conhecimento, e muito mais, durante 5 anos.
...A ComCat está, indiretamente, alcançando mais de 40.000 indivíduos através das redes de lideranças que apoiamos, atraindo visibilidade para suas iniciativas, ajudando-os a se articularem e facilitando a troca de informações entre eles e pessoas distantes.

Missão: Comunidades Catalisadoras (ComCat) é uma organizão não-governamental (ONG) sem fins lucrativos fundada em 2000. Nossa missão é inspirar e fortalecer uma rede global de comunidades gerando e trocando soluções.

Público-alvo: Nosso público-alvo é formado principalmente por comunidades de baixa renda ao redor do mundo, particularmente, em países em desenvolvimento, visando às soluções para questões tais como: água e saúde ambiental; infra-estrutura; preservação cultural; trabalho e meio de vida; educação e capacitação; organização comunitária; saúde e segurança e comunicação. Embora nosso foco esteja em todas estas questões, o conteúdo e uso de nossos recursos on-line são determinados pelas comunidades servidas. Os problemas que elas enfrentam e os recursos que elas necessitam são nossos guias para a determinação do foco do nosso trabalho.

Contexto

Entrevista com Theresa Williamson (outubro 2006)
(entrevista para artigo publicado na Revista do Terceiro Setor no dia 13/10/2006)

P: Como tem evoluído a atuação da ComCat desde sua criação em 2000? Que resultados e experiências você destacaria?

R: A Comunidades Catalisadoras (ComCat) começou à partir da observação que existem muitas coisas positivas acontecendo dentro de nossas comunidades. São projetos e ações pequenas -- às vezes um morador trabalhando para atender as necessidades de um pequeno número de vizinhos -- mas elas, juntas, tem um grande potencial. Em 2000 eu começei minha pesquisa de doutorado em planejamento urbano visitando algumas favelas cariocas. Fui criada no exterior e essa foi minha primeira oportunidade a conhecer de perto as comunidades do Rio. Nelas eu encontrei projetos comunitários atendendo várias demandas -- esgoto comunitário, arte com jovens, projetos de alfabetização, creche... Mas eu percebi uma falta de troca entre elas. Eu visitava uma comunidade, como Asa Branca em Jacarepaguá, onde existia uma iniciativa de esgoto comunitário, mas cujos líderes estavam preocupados com jovens ociosos sem o que fazer depois da escola. Logo depois visitava o Jacarezinho, na Zona Norte, onde havia uma iniciativa de arte com jovens, mas esgoto ao céu aberto. Eu perguntava para os gestores destes projetos, Bezerra e Henrique Monteiro, neste caso, se conheciam um ao outro. O que descobri é que é muito dificil as lideranças de tais projetos terem o tempo e recursos disponíveis para divulgar seus esforços até as vezes na própria comunidade, muito menos para o mundo afora. Não existia uma forma para divulgar seus projetos, e também não para trocar experiências. São poucas as redes de gestores comunitários, e elas não se encontravam com tanta facilidade. Pois não havia um espaço central ou uma estrutura própria para isso. Era feito, como tudo, de modo informal..

A princípio a proposta da ComCat era criar um espaço virtual -- um site na Internet -- www.comcat.org, onde gestores comunitários pudessem documentar e trocar suas experiências bem sucedidas dentro de suas comunidades. Começamos em 2000 com um site muito simples na Internet, que depois foi desenvolvido com nosso primeiro apoio financeiro em 2002, para criar o Banco de Soluções Comunitárias (BSC), ferramenta principal do site da ComCat. Aqui, gestores de qualquer comunidade -- tanto no Rio de Janeiro quanto no Brasil e no mundo -- podem documentar, em alto detalhe, suas iniciativas locais. A ComCat não avalia os projetos no BSC. Nós estamos aproveitando a ferramenta que é a Internet exatamente para criar um espaço aberto para trocas. Deixamos isso bem claro em nosso site, que qualquer pessoa, sentindo que esta desenvolvendo uma solução comuintária, pode documentá-la. A gente só tira em casos onde o projeto não é verdadeiramente comunitário, ou é questionável eticamente, algo que ainda não aconteceu. Hoje temos 128 projetos de 9 países em nosso banco. Estes projetos são traduzidos entre português, inglês e espanhol através de uma rede de tradutores voluntários. São 83% destes projetos do Rio de Janeiro, mas também temos projetos em Porto Alegre e Salvador detalhados no BSC. Os projetos do exterior incluem iniciativas no Sudão, Togo, Nigéria, Israel, India, Macedonia, Estados Unidos, e Canadá. Estamos agora procurando ampliar o BSC pela America Latina e aumentar nossos esforços para divulgar este trabalho na África. Para isso, acabamos de inaugurar um novo visual bem mais profissional e amigável do nosso site em inglês, algo que estará pronto em português e espanhol até o final de outubro.

A proposta da ComCat ampliou em 2003 quando tivemos condição de fazer uma experiência em resposta à uma necessidade que percebemos vindo dos gestores comunitários com os quais estavamos já trabalhando na época. Os gestores do Rio viviam nos comunicando uma grande queixa, que era a falta de um espaço comum para eles trocarem experiências ao vivo e a cores. Muitos também não tinham acesso à Internet para usarem nem o site da ComCat, nem outras ferramentas necessárias para ampliar e fortalecer os seus projetos. Cada vez mais se ouvia de propostas para financiamento sendo consideradas somente online, necessidade de divulgação de eventos que só poderia ser feita em massa por email, etc. Estes gestores comunicavam para nós uma frustração inerente na exclusão digital. Muitos gestores já eram maior de idade e não tinham facilidade para usar computadores, algo que têm os jovens que são os principais frequentadores dos telecentros que existiam em 70 e poucas comunidades cariocas na época.

Com isso, resolvemos fazer uma experiência e abrir um espaço físico no Centro do Rio de Janeiro, para facilitar a troca entre gestores comunitários. Em fevereiro de 2003 abrimos a Casa do Gestor Catalisador, numa casa histórica no Largo São Francisco da Prainha perto da Praça Mauá no Rio. A Casa dispõe uma sala de informática com 7 computadores e banda larga, uma sala para oficinas multimídia, e uma salinha para reuniões informais. Aproveitamos o espaço para divulgar sempre um artista ou artesão comunitário nas paredes da chamada Galeria ComCat, inaugurando as exposições junto com o ensaio mensal do blobo carnavalesco Escravos da Mauá, que ensaia neste largo.

P: Como tem sido a experiência da Casa do Gestor Catalisador?

R: No início, vimos a Casa como uma experiência para ser testada. Só que logo este espaço transformou a ComCat, pois mostrou-se necessário como uma ferramenta dentro da nossa missão de "inspirar e fortalecer uma rede global de comunidades gerando e trocando soluções". Na Casa, durante estes anos, gestores e outros colaborades têm apresentado oficinas de informática, inglês, francês, reaproveitamento de lixo, rádio comunitária, Oficina da Palavra, tapeçaria, bijuteria, e muitas outras. Gestores têm aproveitado às máquinas para escrever prospostas e conseguir apoio financeiro para seus projetos, divulgar em massa suas iniciativas, enviar demandas para seus governantes, preparar material gráfico para suas campanhas, e mais. Agora, o que tem sido mais importante na Casa é o espaço como veículo de troca, pois inúmeras parcerias comunitárias têm surgido através do espaço. Temos a maior dificuldade de dar conta de todas elas.

Em 3,5 anos de operação, a Casa já atendeu cerca de 1000 lideranças comunitárias e mais de 300 outros visitantes, de mais de 150 bairros cariocas, 7 municípios no Estado do Rio, 19 estados no Brasil, e 19 nações. Isso tudo através da divulgação boca à boca entre gestores comunitários e outros representantes de movimentos sociais. Pois, desde inaugurar a Casa, a ComCat tem tido tanta demanda no espaço que tem sido difícil arranjar o tempo para sair em campanhas para formalmente divulgar o espaço. Agora nos encontramos numa situação limite -- não temos mais como crescer neste espaço, que é relativamente pequeno. Estamos desde o final de 2005 procurando um espaço maior para comprar, com a ajuda de empresas parceiras (que também estamos buscando), no Centro do Rio. Precisamos um espaço maior onde podemos realizar oficinas permanentes de rádio comunitária e edição de filmes comunitários, mais oficinas temporárias, debates com um público maior (atualmente o limite do espaço é até 25 pessoas), e uma oficina de agricultura urbana em parceria com a ONU. Uma opção sendo analisada é de comprar um prédio junto com o CEDAPS para estimular atividades conjuntas. Para tudo isso iremos buscar parcerias com empresas e outras entidades da sociedade civil.

Interesse na parte da Rede Omidyar de empreendedores sociais, espalhados pelo mundo, e de vários outros grupos, inclusive em Porto Alegre, Recife e Salvador, em aproveitar a experiência da Casa para abrir espaços semelhantes em outras cidades, tem estimulado a ComCat a detalhar a metodologia da Casa no nosso site, estimulando outros para "Criar uma Casa Irmã." Pois a ComCat não tem em sua filosofia a intensão de expandir através da criação por nós de espaços no mundo todo. Acreditamos que se nossa ação estiver realmente funcionando, que outros irão naturalmente nos procurar para multiplicar nossos esforços. Preferimos trabalhar com parceiros, cada um desenvolvendo um espaço semelhante, pertinente especificamente a cada realidade local.

P: Como é o trabalho com outros países? Através de voluntários?

R: Até então, nosso trabalho com outros países tem sido que nem o trabalho da Casa: boca a boca. Temos uma equipe pequena, de 7, e um orçamento limitado, de aproximadamente R$200.000. Com isso mantemos a Casa funcionando 5 dias por semana, de 10 às 18h, e um site recebendo por volta de 20.000 visitantes por mês, em 3 linguas. Durante nossos 6 anos de existência, temos desenvolvido, aos poucos, nossos dois programas (o site e a Casa), com a orientação dos usuários de ambos, para que os dois chegam no momento certo para uma divulgação em massa. Sentimos que estamos chegando neste ponto agora.

Os projetos comunitários de 8 países além do Brasil, documentados no Banco de Soluções Comunitárias, todos vieram através da nossa rede que naturalmente se expande com convites para participar de congressos internacionais, menção na imprensa, redes em que atuamos (como a Omidyar.net). Nestes eventos conhecemos entidades que atuam em outras regiões e começam divulgar nosso trabalho para os gestores locais. Com isso, gestores entram em contato conosco para incluirmos suas iniciativas no nosso site e depois de perceberem a utilidade nisso, divulgam o site para outros. Hoje mesmo recebi um email de mais um projeto no Sudão, conhecido de outro, que quer incluir sua iniciativa de dança tradicional e preservação cultural. Cada ano que passa, novas regiões ganham acesso à Internet, e com isso, o potencial de atingirmos nossa missão global, também fica mais provável.

Dependemos em voluntários mais para a tradução dos projetos no BSC. No momento nosso site existe em português, espanhol e inglês. Para isso, contamos com um grupo de 5-10 tradutores voluntários em cada momento, que traduzem estes projetos. Estamos sempre procurando novos voluntários. Temos tido muitos voluntários através do Idealist.org, site de busca por voluntários no terceiro setor mundial, e também através de simples buscas como Google e um site de empregos na Argentina. Mais recente, este mês, fizemos uma parceria com uma empresa de tradução global, Bureau Translations, baseada em São Paulo que irá começar traduzindo 5000 palavras por mês entre qualquer uma das 20 linguas em que eles trabalham atualmente. Iremos divulgar eles através do site da ComCat, e com cada nova visita adquirida por eles, iremos receber mais palavras de tradução. A gente se sente bem fazendo parcerias com empresas com uma filosofia realmente baseada em sustentabilidade e preocupação social como essa, e eles estão oferecendo mais uma avenida para ampliar o alcance da ComCat.

P: Qual a importância de um espaço como esse, tanto o físico como o virtual, para o fortalecimento de soluções comunitárias para problemas locais?

R: Iniciativas sociais, sejam elas do governo ou da sociedade civil, tendem a se organizar em torno de tópicos ou regiões geográficas. São poucas as organizações estabelecidas com a intenção de criar e ampliar redes, laços e trocas entre essas instituições. Iniciativas de criação de rede muitas vezes são complexas de explicar para pessoas acostumadas com instituições mais tradicionais. São difíceis de avaliar com ferramentas tradicionais; pois poucas vezes realmente temos como saber qual é seu alcance. E as redes são projetos de "prevenção" e não de "tratamento" de problemas sociais, algo menos apoiado em momentos emergenciais. Por todos estes motivos, e outros, é difícil captar recursos e tornar sustentável um trabalho de criação de redes, algo que limita a criação de iniciativas como essa.

Além de tudo isso, as poucas instituições que existem deste tipo tendem a desenvolver redes entre projetos sociais de grande escala, diferente do nosso fóco em projetos comunitários de base, muitos sem acesso a Internet, o que torna nosso trabalho mais desafiador ainda.

Na ComCat, nós acreditamos que as soluções e capacidade de transformar a sociedade existem entre os atores sociais de base e movimentos parceiros. O que falta é a articulação, troca, e divulgação de tais iniciativas. O site da ComCat já foi usado, por exemplo, por diversos orgãos da imprensa, do VivaFavela a TV Globo, para identificar iniciativas de base para servirem como base para matéria. O que há de bom nas favelas do Rio? Muita coisa! É só visitar nosso site e mergulhar no Banco de Soluções Comunitárias.

Nossos dois espaços -- virtual e físico -- são uma janela nas ricas experiências comunitárias que existem, que são pouco apoiadas, que são pouco reconhecidas, tanto no Rio de Janeiro quanto no Brasil e no resto do mundo. Trazer visibilidade para essas iniciativas, que são a base real da transformação social, é o papel do nosso site. A Casa facilita a troca entre eles.

Estamos agora no momento mais entusiasmador da nossa história. Em setembro este esforço todo foi reconhecido pelo Tech Museum for Innovation em San José, California. A ComCat foi selecionada como uma de 25 iniciativas "aplicando a tecnologia para beneficiar a humanidade", vencedoras dos "Tech Awards 2006". Este ano, foram 951 iniciativas nomeadas. A ComCat foi selecionada uma das 5 vencedoras na categoria de "Igualdade." Em novembro estaremos presentes em San José para receber o prêmio. Este reconhecimento tem trazido um novo gás à nossa missão de criar uma verdadeira rede global de soluções comunitárias.

Nossos Valores

  1. A convicção de que todo ser humano traz conhecimento e sabedoria para compartilhar;

  2. Consciência de que o fortalecimento é mais eficaz através de um intercâmbio horizontal;

  3. Consciência de que recursos financeiros, relativamente limitados, são necessários para realizar mudanças sociais duradouras reais. No entanto, o mais necessário é solidariedade e o desenvolvimento de redes entre comunidades, atravessando fronteiras previamente existentes;

  4. Conhecimento inspirado pelo contato constante com as comunidades que servimos;

  5. Dedicação à igualdade e o aprendizado mútuo em potencial;

  6. Compromisso com práticas de longo prazo, de um modelo reflexivo e horizontal de administração de ONG, para que esta mantenha sua coerência entre meios e fins.
Propósito e História


Comunidades Catalisadoras (ComCat) foi fundada em 2000 a partir da observação e reconhecimento de que em algum lugar do mundo existe uma solução comunitária sob medida para qualquer desafio social ou ambiental: de HIV à contaminação de água, de habitação à preservação cultural, de desemprego à falta de mobilização política. Infelizmente, tais soluções locais, individualizadas, existentes nas comunidades ao nosso redor têm sido historicamente isoladas e menosprezadas. Existe uma tendência geral em acreditar que soluções locais não são freqüentes e as que existem são fracas. Em outras palavras, soluções de porte comunitário muitas vezes são colocadas em segundo lugar. As pessoas comuns que as elaboram, tais como: mães, consumidores, vizinhos responsáveis, cidadãos normais; são vistas como boas pessoas. Mas à solução real, a nós é ensinado a pensar, deve vir de cima.

O ponto de vista da Comunidades Catalisadoras é muito diferente. Com o advento da Internet, soluções geradas pela comunidade não precisam estar isoladas. Elas podem ser compartilhadas facilmente e a baixos custos, atravessando fronteiras e idiomas. A ComCat trabalha para construir ferramentas on-line e bancos de dados que tornam possível encontrar e aprender com tais abordagens. Em particular, através de nosso Banco de Soluções Comunitárias (BSC), cidadãos responsáveis com acesso à Internet podem encontrar informações de qualquer lugar do globo, sobre como comunidades semelhantes conseguiram lidar com os mesmos problemas que as preocupam. Ao desenvolver o BSC e observar o uso e potencial desse espaço, à medida que soluções comunitáras nos são trazidas, a ComCat está descobrindo uma fonte ainda não canalizada de mobilização e mudanças positivas no mundo atual. Estamos descobrindo que existe basicamente um número ilimitado de soluções geradas pela comunidade, qualquer desafio social. E à medida que comunidades interagem para solucionar problemas em comum, a sociedade é fortalecida de um modo tal, que soluções provenientes de cima para baixo ou de fora para dentro são incapazes. Moradores se tornam cidadãos ativos, a auto-estima é elevada, os cidadãos encontram significado e propósito para suas vidas, a confiança é conquistada, as pessoas se sentem fortalecidas sabendo que elas podem fazer a diferença em suas próprias vidas. Nenhum programa em grande escala, governamental ou não, pode fazer mudanças desta forma.

Com esta motivação original, Comunidades Catalisadoras nasceu no fim de 2000, focando-se em (1) criar seu Website inicial de intercâmbio de soluções comunitárias e em (2) construir uma base de apoio entre comunidades em uma cidade que poderia servir para testar e pilotar seu Website. O Rio de Janeiro provou ser um perfeito espaço de pilotagem: uma cidade com imensas desigualdades que tem criado vários programas comunitários em várias áreas desde violência a saneamento básico, uma região de 11 milhões com mais de 750 favelas; uma cidade atraente a visitantes internacionais, pessoas à procura de emprego e voluntários; uma cultura aberta que permite uma rápida adoção do site da ComCat e o feedback de gestores comunitários.

Ao longo de um período de 3 anos, entre Outubro de 2000 e Dezembro de 2003, a ComCat evoluiu de uma idéia para uma organização viável e eficaz, uma referência entre líderes comunitários na cidade e na região. Graças a este foco inicial, em uma dimensão local, a ComCat desenvolveu o seu modelo de maneira vital. E principalmente, tornou-se claro que uma organização puramente sediada na Web, naquela época, não seria suficiente para formar uma verdadeira comunidade e para que o intercâmbio de informações ocorresse, pelo menos não durante os próximos anos, enquanto o acesso à Internet for limitado em áreas de baixa-renda. Devido a esta razão, em novembro de 2002, a ComCat alugou um espaço no Centro do Rio, um espaço comunitário para líderes se encontrarem e acessarem a Internet diretamente para documentarem seus programas comunitários e utilizarem o site da ComCat. Este centro comunitário de tecnologia (CCT), a Casa do Gestor Catalisador (Casa), uniu-se ao BSC da ComCat como uma peça chave do modelo que construímos para apoiar comunidades ao redor do mundo no compartilhamento e fortalecimento suas inovações locais. A Casa foi administrada pela ComCat durante 5 anos, encerrando suas atividades em fevereiro de 2008 depois de avaliarmos que a penetração da Internet já garantia o acesso à uma grande porcentagem da população de lideranças, e dado o nível de conforto que os gestores têm, hoje, com comunidades virtuais como o Orkut. Agora estamos focando todas nossas atenções de volta no site, criando novas ferramentas fundamentais para o desenvolvimento comunitário. Saiba mais em breve!

Para compreender em detalhe o desenvolvimento da ComCat durante o seu período de implementação, acesse a dissertação da Diretora Executiva, Theresa Williamson; Catalytic Communities: The Birth of a Dot Org; (Comunidades Catalisadoras: O nascimento de uma Ponto Org) clicando aqui.

 
Nossas Atividades

 

No ciberespaço, podemos ser encontrados no endereço www.comcat.org em português, www.catcomm.org em inglês, e www.comcatz.org em espanhol.

Banco de Soluções Comunitárias (BSC)

Inovações de porte comunitário são documentadas on-line, diretamente para o Banco de Soluções Comunitárias (BSC), de 18 países. Elas são traduzidas por uma rede internacional de tradutores voluntários. Uma vez em nosso BSC, as comunidades podem aprender com a experiência de seus companheiros em outros lugares do globo. Ao invés de re-inventar a roda; quando novos desafios surgem, grupos comunitários consultam o BSC em busca de projetos elaborados por seus companheiros que os ajudam a refletir sobre como proceder. Comunidades Catalisadores utiliza o poder da Internet para capacitar iniciativas comunitárias, para informar uns aos outros através do processo da formação de uma inteligência comunitária coletiva.

Casa do Gestor Catalisador

Em fevereiro de 2008 fechamos nossa "Casa do Gestor Catalisador" (Casa) no Largo São Francisco da Prainha. Essa Casa ficava na área histórica portuária do Rio de Janeiro, em um bairro de classe trabalhadora com ligações comunitárias muito fortes, pouca violência e crime. O centro de iniciativas de preservação histórica e cultural, o Morro da Conceição, onde a Casa foi localizada, representava um oásis onde pessoas de todas classes sociais e de todas as regiões da cidade se encontravam com facilidade, sem tensões. A Casa foilocalizada no centro das rotas de transporte público de todos os pontos da região metropolitana da cidade.

Neste centro que possuia 7 computadores com acesso de alta velocidade à Internet; duas salas de reunião, incluindo espaço para oficinas multimídia, e a Galeria ComCat de arte comunitária, recebemos mais de 1400 visitantes em 5 anos, sendo mais de 1000 lideranças locais gerenciando projetos desde cozinhas de sopa e berçários até educação ambiental através de rádio comunitária. O restante incluiu estudantes universitários e professores, jornalistas, representantes de fundações, diretores de ONGs, e outros, de Moçambique, Israel, Palestina, EUA, Cuba, França, Inglaterra, Argentina, Índia, Peru, Nova Zelândia, Canadá, Panamá, Itália e Uruguai. Na Casa, eles participavam de várias atividades: capacitação e oficinas informativas oferecidas por organizadores comunitários, jornalistas, ONGs e outros voluntários; documentação de seus programas comunitários no BSC da ComCat e divulgação dos eventos comunitários no Mural on-line da ComCat; preparação de propostas de financiamento e pesquisa sobre oportunidades de financiamento para programas comunitários on-line; debates e discussões informais com outros gestores, utilizando o espaço e intercâmbios que surgiam de tais encontros e muito mais.

Para saber mais sobre a história do espaço e porque foi fechado visite a página da Casa aqui.

Outras Ferramentas da ComCat on-line :

Capacite-se: Encontre várias ferramentas que contribuirão para o fortalecimento e aperfeiçoamento do seu projeto comunitário.

Mural da ComCat: Publica desde convites divulgando eventos de interesse comunitário, até convocações para apresentação de projetos por fontes de financiamento, o Mural da ComCat facilita o acesso direto a informações pontuais de importância

Links: Organizamos sistematicamente uma ampla lista de links para ONGs, fundações, fontes de notícias, e muito mais. Utilize como ponto de partida para suas investigações na Internet!

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